Não sei porque os domingos, de uma maneira geral, se assemelham como dias de melancolia absoluta para nós, adultos. Olhe seu rosto em uma manhã de sábado, e o compare a sua face em uma manhã de domingo. Enquanto a primeira expressão facia revela todo um ar esperançoso em relação ao final de semana, que ainda está todo por vir, a segunda, mesmo que contenha um sorriso ainda possui um laivo de melancolia, como se seus olhos dissessem, lá no fundo, "seu final de semana está acabando".
Foi como me senti hoje. Ontem, tão animada; hoje, só pensando na segunda-feira cada vez mais próxima. E o que fiz para minorar a situação? Dormi o dia inteiro, para esquecer da segunda, e acabei deslocando todo o meu domingo para os braços de Morpheus...
O engraçado é que, quando estou viajando, o domingo é encarado de uma forma completamente diferente. Acordo e penso: "ah! tenho o dia inteiro para fazer alguma coisa divertida, em um lugar em que ninguém me conhece!!"
Lembro de um final de semana em Ilha Grande, a primeira vez em que fui àquele lugar maravilhoso, em que os dois dias passados pareceram uma semana, duas semanas. Pois foram tantas coisas ótimas para ver, para fazer, que o sábado e o domingo pareciam dois dias dentro de um túnel do tempo, no qual podiam se esticar e até (por quê não?) durar para sempre...
É claro que não durou. Chegou ao fim, como todas as coisas boas, que são finitas.
Até o sol pareceu melancólico hoje. O entardecer parecia gritar, "segunda-feira, segunda-feira!"
Enfim. Acho que vou sair agora e tentar ver a beleza de uma noite de domingo, e assim salvar o dia. O tempo parece firme; a lua começa a se posicionar no céu. A noite sempre parece recepcionar bem àqueles que gostam de caminhar pela terra.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário