Uma das coisas mais irritantes em se morar no Rio de Janeiro é a incrível obrigatoriedade em se divertir no final de semana. Não sei como é na maioria dos outros estados; mas acredito que em nenhum outro lugar você vai ter que se virar de forma tão premente para ter um excelente fim de semana, e assim satisfazer seu círculo social na segunda-feira, de volta ao trabalho.
Nunca repararam? Cariocas do Rio, notai: uma das primeiras coisas em que somos interrogados, e que interrogamos na segunda, é perguntar como foi o final de semana de nossos amigos ou colegas de trabalho. Nestes momentos, atreva-se, nem que seja por um momento, dizer que ficou “em casa, dormindo e vendo televisão”; não importa onde você trabalha, o resultado é o mesmo: o olhar de incredulidade do outro, acompanhando de um “ah é?”, que conta com um misto de pena e de desinteresse, para em seguida o interlocutor trocar de assunto.
Ou então, pior: seu colega ou amigo começa a discutir com você, questionando seus motivos de não aproveitar o final de semana. “Como assim? Nem foi para a praia?” (ou quando esteve chovendo no final de semana: “Ah! Não quis nem pegar um cineminha?”). E somos colocados na posição absolutamente ridícula de nos defendermos por não termos tido um final de semana "divertido", por assim dizer, respondendo coisas como “ah, estava muito cansado (a), o trabalho acabou comigo” ou “pois é, acabei de sair de uma gripe” e ainda “estava querendo um tempo sozinho (a)”.
Adoro passar o fim de semana no Rio. Acho que deve ser uma das poucas cidades em que se tem tanta coisa para se fazer, de praia a bares; restaurantes; e até mesmo eventos turísticos (como ir ao Jardim Botânico, ou pegar o bondinho do Pão de Açúcar). Mas às vezes gostaria de ter o direito de não querer fazer nada absolutamente nada no fim de semana.
Já tive sábados e domingos estupendos em que fiquei os dois dias vendo filmes antigos na TV a cabo, na cama. E não, não estava doente. Simplesmente queria “morgar” na frente da televisão.
Para muitos, isso pode parecer uma completa perda de tempo. Mas sinceramente? Prefiro fazer as coisas quando realmente quero, e não quando o politicamente correto social demanda.
terça-feira, 12 de maio de 2009
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Oi Ale,
ResponderExcluirComentário religioso
Estava eu envolvida aqui nos meus probleminhas, achando tudo muito sem graça quando o noticiário me presenteia com duas pérolas pra refletir...o que vocë pensa disso:
1a. http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/05/17/jesus-pertencia-cabala-antes-mesmo-de-conhecer-madonna-diz-jornal-americano-755907444.asp
Pelas minhas contas, Jesus era judeu há uns 2000 e pcs anos, pelo menos, confere? enquanto a loira só apareceu pelos meados do seculo 20...né?
2a. http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2009/5/padre_que_e_um_luxo_so_cortou_ajuda_aos_pobres_12476.html
um padre que se chama Edvino não estaria num patamar acima, portanto com direito de sentar se santo popô num sofá de R$ 21 mil?